Eu sei que estou devendo uma série de posts sobre viagens, nos quais preciso trabalhar um pouco mais editando as fotos, verificando os links, etc. Mas ultimamente tenho pensado em escrever um pouco mais sobre outro tipo de viagem, talvez a mais importante de todas, pois sem ela, talvez nenhuma outra tenha sentido.
Não pretendo entrar numa área que não é a minha, principalmente porque minha abordagem também não é profissional. Apenas penso em compartilhar pensamentos e sentimentos sobre assuntos que dizem respeito a muitas pessoas, e que podem ajuda-las a ver as coisas de modo diferente, pelo simples fato de saber que outras pessoas pensam ou se sentem como elas. E só isso, saber que não estamos sós, já ajuda a tornar essa grande viagem que é a vida mais leve...
Como esse é um blog sobre viagens, eu bem poderia começar essa série de posts falando sobre um medo que aflige muitos viajantes, que é o medo de voar de avião. Acho que sem dúvida esse assunto merece um post em breve, já que é um medo que impede muitas pessoas de desfrutar plenamente do direito de ir e vir conquistado através dessa tecnologia.
Mas eu queria começar falando sobre "depressão", esse mal muitas vezes invisível que torna a vida inexplicavelmente mais cinza, sem sal e sem graça, ainda que a pessoa não tenha nenhum motivo para se sentir deprimida. Um mal que os outros não percebem, ou se percebem não compreendem, até mesmo porque seu diagnóstico não aparece em uma tomografia ou em um exame de sangue. E quando esse mal se torna visível, geralmente é porque já não há mais tempo.
Vivemos numa sociedade em que a felicidade é obrigação. O mundo exige que sejamos felizes. E que sejamos belos, ricos, bem-sucedidos, magros, etc. Para as mulheres, o esforço é maior, pois além de tudo isso ainda temos que ser jovens. Sentir-se deprimido é então algo que não combina com esse "modelo" de felicidade que o mundo nos impõe, aumentando o preconceito sobre a doença...
Fato é que são tantas exigências e expectativas, normalmente frustradas, porque não somos máquinas ou super heróis, que é difícil mesmo não sucumbir à pressão e adoecer. A depressão é certamente um sintoma de que nossa sociedade está doente, pois não se trata de algo que afeta uma ou outra pessoa, mas sim de um problema de saúde pública, haja vista tantas pessoas sofrendo desse mal.
E o que fazer diante dessas questões? A medicina evoluiu e a indústria farmacêutica também, sem dúvida, estabelecendo medicamentos cada vez mais seguros para regular todos os componentes químicos que atuam no nosso organismo. Do mesmo modo, os conhecimentos na área de psicologia também se avolumaram, levando a uma compreensão maior dos aspectos psíquicos da depressão. Mas ainda assim, com toda essa evolução nos tratamentos, o deprimido se sente desconfortável por sua condição. E é compreensível, afinal, o estranhamento diante de algo que não "vemos" é muito grande!
Não sou médica ou psicóloga, portanto meu conselho é: se você ou alguém conhecido está sofrendo de depressão, procure ajuda especializada. Não amanhã, ou semana que vem, procure hoje! Com um bom acompanhamento psicoterapêutico, combinado à medicação adequada, você terá todas as chances de reencontrar o equilíbrio necessário para retomar a alegria de viver.
Mas tem algo mais, algo que só você pode fazer, e que sem dúvida irá fortalecê-lo e potencializar o tratamento. É importante entender a depressão como uma oportunidade pessoal de "libertação". Parece estranho falar isso de uma doença tão horrível, e que tanto aprisiona as pessoas que passam por ela, mas essa mudança de paradigma pode salvar sua vida e dar a ela um outro sentido!
Explico: Pollyanna é um clássico da literatura, cuja personagem principal homônima, uma menina órfã, consquistava a simpatia de todos com seu "jogo do contente", um modo otimista de ver o lado bom em todas as situações da vida. É mais ou menos disso que estou falando. Passar por uma doença que pode chegar ao cúmulo de nos fazer querer perder a vida pode ser uma oportunidade de ver a vida com outros olhos, e querer viver ainda mais plenamente. Uma chance de nos libertarmos de todas aquelas exigências que o mundo nos impõe - de sermos felizes, belos, ricos, bem-sucedidos, magros, jovens, etc - e procurarmos outros significados para nossa vida, experimentando novas cores e sabores...
Volto a dizer que é importante procurar auxílio médico e/ou psicológico, mas que uma reflexão profunda sobre nossa própria existência é ainda mais fundamental. Sei que não é fácil, mas acreditem, vale à pena tentar. E um dia quando menos se espera, você olhará para trás e se reconhecerá mais forte por ter atravessado esse deserto. E ter vencido!
Aproveito para trazer uma mensagem de Jesus que eu gosto muito, que consta do Evangelho de Mateus, Capítulo 16, e que acredito ser muito pertinente ao tema:
24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
26 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
Um bom feriado a todos!
Viajando na Trip
Dicas úteis e curiosidades para quem adora viajar!
08/09/2012
05/06/2012
Pausa...
Infelizmente o Viajandonatrip anda meio parado, por conta da correria dos últimos meses, tentando conciliar estudo, trabalho, afazeres domésticos... Em breve retomaremos as atividades com novos e velhos destinos!
Abraço a todos e um ótimo feriado!
Abraço a todos e um ótimo feriado!
06/03/2012
Austrália, Adelaide
Esse é o segundo post da série sobre a Austrália, elaborado por nossa colaboradora Maria Lucia Accioly, que esteve por lá em julho de 2010. Confiram!
A cidade de Adelaide se localiza no sul da Austrália, sendo a quinta maior do país em população, com cerca de um milhão e duzentos mil habitantes. Foi fundada em 1836 e deve seu nome à esposa do Rei Guilherme IV, que governava o Reino Unido.
Inspirado no movimento cidades-jardim, seu projeto urbanístico é inovador, incluindo largas avenidas e muitas praças, sendo o perímetro central da cidade inteiramente circundado por parques.
Depois de passarmos cinco dias em Melbourne, chegamos a Adelaide pegando o trem expresso “The Overland”. Os 828 quilômetros da viagem diurna duraram dez horas, atravessando fazendas de gado e plantações. Nossa cabine Red Premium (AU$ 144 por pessoa) era muito confortável, mas o serviço foi bem básico, incluindo apenas o fornecimento de travesseiro e manta, sendo as refeições servidas mediante pagamento (em torno de AU$20).
Maiores informações sobre esse e outros passeios de trem pela Austrália em:
(http://www.greatsouthernrail.com.au/site/the_overland.jsp)
Até então, não havíamos tido nenhum sinal deles desde nossa chegada à Austrália. Eles são elegantes ao saltar e correr, mas quando parados - vimos muitos deles em reservas ou zoológicos - são meio desengonçados, com aqueles braços curtinhos e os longos rabos e pernas apoiados no chão. Parecem inofensivos, mas é bom não se aproximar muito, nunca se sabe...
De vez em quando, o governo libera a caça aos cangurus para regular a quantidade de animais. Há também criação para fins gastronômicos, sendo sua carne parecida com a de gado. Nos mercados australianos observa-se com frequência ainda outras carnes que para nós são exóticas, como a de crocodilo e do emu, a maior ave da Austrália e segunda maior do mundo depois do avestruz.
Agora, praga mesmo é o coala: fofinho, dorminhoco e inofensivo, porém comilão... Os coalas estão acabando com os eucaliptos, sua principal fonte de alimento, apesar de dormirem quase o tempo todo devido à ingestão da resina que há nessas árvores. Reproduziram-se tanto que agora estão sendo controlados mediante a aplicação de vacinas anticoncepcionais.
Maiores informações sobre fauna australiana, inclusive sobre alguns animais extremamente perigosos tais como as águas vivas mortais (box jellyfishs), crocodilos, serpentes e afins, encontram-se em: http://www.yesaustralia.com/Curiosidades-animais.htm
Nossa hospedagem em Adelaide foi no Mercure Grosvenor Hotel (AU$ 100 a diária para duas pessoas) que é bem central e muito confortável. A cidade é considerada a capital cultural do país, com inúmeros festivais e eventos artísticos. É também um polo industrial importante, concentrando empresas de ponta nos ramos automobilístico e bélico.
Como a nós interessava outro tipo de indústria, a do vinho, nos programamos para conhecer o Barossa Valley, situado a cerca de 60 quilômetros de Adelaide, que congrega várias vinícolas na região. Para isso, contratamos um tour da Prime Mini Tours (http://primeminitours.com/tours) ao custo de AU$ 85 o passeio de um dia, que nos levou às vinícolas, todas com degustação. O almoço foi por nossa conta, mas a preços razoáveis.
Outros sites de operadoras dos Tours Barossa Experience:
Depois do vinho, a natureza. E não deixamos por menos: no dia seguinte fomos conhecer a Kangaroo Island, terceira maior ilha da Austrália que abriga o Parque Nacional de Flinders Chase.
A Kangaroo Island fica a 80 quilômetros de Adelaide, sentido sul, saindo da Adelaide Central Bus Station pela Gray Line (www.grayline.com/Adelaide). O passeio leva 16 horas, é cansativo, mas vale cada minuto e cada dólar australiano (AU$ 151 por pessoa) para quem ama a vida selvagem no seu habitat. O trajeto inclui além do ônibus no continente (1 hora), a travessia de ferry (45’) e o translado de ônibus no interior da ilha.
A fauna nativa é composta principalmente por leões marinhos, focas, pingüins, coalas, cangurus, cacatuas, pelicanos e uma infinidade de outras espécies de animais e pássaros. No passeio no interior da ilha, uma atração típica para turista: show de aves, com demonstração de várias espécies, permitindo que os visitantes possam segurá-las nas mãos...
A paisagem da ilha é rústica, com falésias, cavernas, rochas, dunas, praias e florestas...
Mas não são somente os arredores de Adelaide que atraem os turistas, a própria cidade tem seus encantos e atende variados gostos. Algumas dicas para aproveitar mais a estadia:
Outras dicas sobre Adelaide você encontra em:
A cidade de Adelaide se localiza no sul da Austrália, sendo a quinta maior do país em população, com cerca de um milhão e duzentos mil habitantes. Foi fundada em 1836 e deve seu nome à esposa do Rei Guilherme IV, que governava o Reino Unido.
Inspirado no movimento cidades-jardim, seu projeto urbanístico é inovador, incluindo largas avenidas e muitas praças, sendo o perímetro central da cidade inteiramente circundado por parques.
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| Vista aérea de Adelaide Fonte: http://www.cityimage.net/category/australia-and-pacific/adelaide/ |
Depois de passarmos cinco dias em Melbourne, chegamos a Adelaide pegando o trem expresso “The Overland”. Os 828 quilômetros da viagem diurna duraram dez horas, atravessando fazendas de gado e plantações. Nossa cabine Red Premium (AU$ 144 por pessoa) era muito confortável, mas o serviço foi bem básico, incluindo apenas o fornecimento de travesseiro e manta, sendo as refeições servidas mediante pagamento (em torno de AU$20).
Maiores informações sobre esse e outros passeios de trem pela Austrália em:
(http://www.greatsouthernrail.com.au/site/the_overland.jsp)
Foi interessante viajar durante o dia, vendo a paisagem e descansando, mas bom mesmo foi ver os primeiros cangurus pulando nos campos! E ver é só o que pudemos fazer, pois quando íamos tirar fotos eles já estavam longe... Pudera, algumas espécies alcançam a impressionante marca dos 60 km/hora!
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| Saltando, os cangurus são muito elegantes... Fonte: http://wallpaper.imcphoto.net/ |
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| ... mas parados, são um pouco desengonçados... |
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| Que tal filé de rabo de crocodilo?... |
Agora, praga mesmo é o coala: fofinho, dorminhoco e inofensivo, porém comilão... Os coalas estão acabando com os eucaliptos, sua principal fonte de alimento, apesar de dormirem quase o tempo todo devido à ingestão da resina que há nessas árvores. Reproduziram-se tanto que agora estão sendo controlados mediante a aplicação de vacinas anticoncepcionais.
| Dorminhoco e comilão... é o coala! |
Nossa hospedagem em Adelaide foi no Mercure Grosvenor Hotel (AU$ 100 a diária para duas pessoas) que é bem central e muito confortável. A cidade é considerada a capital cultural do país, com inúmeros festivais e eventos artísticos. É também um polo industrial importante, concentrando empresas de ponta nos ramos automobilístico e bélico.
Como a nós interessava outro tipo de indústria, a do vinho, nos programamos para conhecer o Barossa Valley, situado a cerca de 60 quilômetros de Adelaide, que congrega várias vinícolas na região. Para isso, contratamos um tour da Prime Mini Tours (http://primeminitours.com/tours) ao custo de AU$ 85 o passeio de um dia, que nos levou às vinícolas, todas com degustação. O almoço foi por nossa conta, mas a preços razoáveis.
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| Uma das vinícolas que visitamos, em Barossa Valley |
- www.discoveraustralia.com.au/tours/barossa-experience-tour-186702.html
- http://www.barossavalleytours.com/
Depois do vinho, a natureza. E não deixamos por menos: no dia seguinte fomos conhecer a Kangaroo Island, terceira maior ilha da Austrália que abriga o Parque Nacional de Flinders Chase.
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| Kangaroo Island |
| Natureza exuberante em Kangaroo Island |
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| Foca ou leão marinho? Boa pergunta, já que ambos são parentes e parecidos... |
| Admirals Arch |
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| Remarkable Rocks |
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| Remarkable Rocks em meio ao verde da mata e ao azul do céu e do mar... |
Mas não são somente os arredores de Adelaide que atraem os turistas, a própria cidade tem seus encantos e atende variados gostos. Algumas dicas para aproveitar mais a estadia:
- Ir aos museus e ao Jardim Botânico.
- Conhecer os parques que circundam a cidade.
- Saborear a culinária regional e internacional nos inúmeros restaurantes.
- Tentar a sorte no cassino.
- Dar uma passadinha no comércio local, incluindo o Mercado Central.
- Curtir o litoral que possibilita diversas atividades de esporte e lazer.
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| Victoria Square Fountain em Adelaide Fonte: http://good-wallpapers.com |
Outras dicas sobre Adelaide você encontra em:
- http://www.australia.com/pt-br/destinations/cities/adelaide.aspx
- http://www.portaloceania.com/au-region-adelaide-port.htm
01/03/2012
Bicho do Paraná: Irati, Rio Azul, Mallet...
Esse post inaugura a série Bicho do Paraná, que traz informações sobre municípios ou regiões paranaenses. Para isso, escolhi três cidades do sudeste do Estado, situadas ao longo da BR-153, a "Transbrasiliana": Irati, Rio Azul e Mallet.
Um aspecto pitoresco da região são os "faxinais", comunidades rurais tradicionais, cuja organização é dividida em espaços privados (residências e quintais) e espaços de uso comunitário, sendo esses destinados à criação coletiva de animais e à preservação da mata nativa.
Além disso, destaca-se a colonização de origem ucraniana, que transparece nas igrejas do rito católico ortodoxo, cujos telhados normalmente apresentam cúpulas na cor prata. O Brasil abriga a maior colônia ucraniana da América Latina, sendo que a maioria dos descendentes dessa etnia se encontra no Estado do Paraná.
A região também abriga imigrantes das etnias polonesa, alemã e italiana, os quais, cada qual com sua cultura, influenciaram os usos e costumes dessa terra.
IRATI
O roteiro começa em Irati, cidade localizada a 150km de Curitiba, com acesso pela BR-277, cujo nome de origem guarani resulta da contração das palavras “ira” (mel) e ”ti” (abundante). O município, encravado junto à Serra da Esperança, apresenta paisagens belíssimas e vegetação exuberante, com muitos remanescentes da mata de araucária.
Chegando em Irati, a dica é almoçar no Restaurante Italiano e pedir um "Executivo de Mignon". O filé mignon, que literalmente derrete na boca de tão macio, vem acompanhado de arroz, fritas e salada. Se quiser, pode-se pedir um filé e/ou um ovo frito extra. Todas as vezes que almocei lá, por conta das muitas viagens a trabalho, sempre esteve bom! O endereço é R. 15 de Julho, nº 396, Centro.
A cidade centenária, cortada pela ferrovia, tem dentre seus atrativos a estátua da Santa, edificada no alto de um morro, daonde se descortina uma vista muito bonita. Há também várias edificações históricas do início do século passado, muitas delas em madeira em estilo polonês.
Além disso, a cidade conta com vários equipamentos de lazer tais como kartódromo, parque aquático e outras atrações.
RIO AZUL
Partindo rumo ao sul, rodamos mais 30km até chegar a Rio Azul. Essa pequena cidade, cuja paisagem compartilha das mesmas belezas naturais encontradas em Irati, tem como maior atração o Parque da Pedreira.
Com uma belíssima cachoeira, além de um lago formado pela antiga pedreira e um mirante, o local recebe eventos oficiais do município, tais como a Fest in Rio, que acontece todo mês de fevereiro.
A cidade não conta com bons restaurantes ou mesmo lanchonetes, mas oferece uma opção agradável para hospedagem, a Pousada Villa Vitória, localizada à R. Campolim José Ribeiro, 869, no Centro. São quartos e chalés simples, mas em meio a muito verde. O café da manhã, servido à beira da piscina, é gostoso e variado.
MALLET
Seguindo ao sul pela BR-153, chegamos a Mallet, famosa pelo Hotel Fazenda Hidromineral Dorizzon:
http://www.dorizzon.com.br/hotel.php
(to be continued...)
FUTEBOLICES
Irati tem um time que disputa a primeira divisão do campeonato paranaense, e cujo nome é idêntico ao da cidade.
(to be continued...)
Um aspecto pitoresco da região são os "faxinais", comunidades rurais tradicionais, cuja organização é dividida em espaços privados (residências e quintais) e espaços de uso comunitário, sendo esses destinados à criação coletiva de animais e à preservação da mata nativa.
Além disso, destaca-se a colonização de origem ucraniana, que transparece nas igrejas do rito católico ortodoxo, cujos telhados normalmente apresentam cúpulas na cor prata. O Brasil abriga a maior colônia ucraniana da América Latina, sendo que a maioria dos descendentes dessa etnia se encontra no Estado do Paraná.
A região também abriga imigrantes das etnias polonesa, alemã e italiana, os quais, cada qual com sua cultura, influenciaram os usos e costumes dessa terra.
IRATI
O roteiro começa em Irati, cidade localizada a 150km de Curitiba, com acesso pela BR-277, cujo nome de origem guarani resulta da contração das palavras “ira” (mel) e ”ti” (abundante). O município, encravado junto à Serra da Esperança, apresenta paisagens belíssimas e vegetação exuberante, com muitos remanescentes da mata de araucária.
Chegando em Irati, a dica é almoçar no Restaurante Italiano e pedir um "Executivo de Mignon". O filé mignon, que literalmente derrete na boca de tão macio, vem acompanhado de arroz, fritas e salada. Se quiser, pode-se pedir um filé e/ou um ovo frito extra. Todas as vezes que almocei lá, por conta das muitas viagens a trabalho, sempre esteve bom! O endereço é R. 15 de Julho, nº 396, Centro.
| Pôr de sol em Irati, e elas, as araucárias... |
Além disso, a cidade conta com vários equipamentos de lazer tais como kartódromo, parque aquático e outras atrações.
RIO AZUL
Partindo rumo ao sul, rodamos mais 30km até chegar a Rio Azul. Essa pequena cidade, cuja paisagem compartilha das mesmas belezas naturais encontradas em Irati, tem como maior atração o Parque da Pedreira.
| Parque da Pedreira em Rio Azul |
| Cachoeira em Rio Azul |
A cidade não conta com bons restaurantes ou mesmo lanchonetes, mas oferece uma opção agradável para hospedagem, a Pousada Villa Vitória, localizada à R. Campolim José Ribeiro, 869, no Centro. São quartos e chalés simples, mas em meio a muito verde. O café da manhã, servido à beira da piscina, é gostoso e variado.
MALLET
Seguindo ao sul pela BR-153, chegamos a Mallet, famosa pelo Hotel Fazenda Hidromineral Dorizzon:
http://www.dorizzon.com.br/hotel.php
(to be continued...)
FUTEBOLICES
Irati tem um time que disputa a primeira divisão do campeonato paranaense, e cujo nome é idêntico ao da cidade.
(to be continued...)
23/02/2012
Austrália, Melbourne
Esse é o primeiro de uma série de posts sobre a Austrália. Ele inaugura não apenas as publicações sobre destinos internacionais, mas também a contribuição de colaboradores que irão ajudar a deixar o blog ainda melhor! Os relatos sobre a Austrália são de autoria de Maria Lucia Accioly, que realizou a viagem em julho de 2010...
A Austrália é um país enorme, e para visitá-lo de uma só vez é preciso estabelecer um roteiro cuidadoso, porque tudo é muito longe e certamente muita coisa vai ficar para uma futura viagem. Comparando com o Brasil, é como querer conhecer a Amazônia e o Sul do País, passando pelo Pantanal e pelo Rio de Janeiro.
Por isso, quando programamos nossa ida a um Congresso em Melbourne, nos baseamos em alguns critérios para definir o que seria imperdível:
1. Conhecer a natureza, incluindo aspectos especialíssimos da fauna e flora locais: a Grande Barreira de Coral, na costa leste; o monolito Uluru, no deserto central; a Kangaroo Island, uma reserva ambiental no sul do País; e as Blue Mountains, próximas de Sidney.
2. Saborear o vinho australiano, compreendendo uma visita ao Barossa Valey, na região de Adelaide, sul da Austrália.
3. Vivenciar o dinamismo e o multiculturalismo presente nas grandes cidades tais como Melbourne e Sidney.
A cidade de Melbourne fica no estado de Victória, localizado na costa sudeste australiana. É a segunda maior região metropolitana do país, com cerca de 4 milhões de habitantes. Chegamos lá para participar de um Congresso, depois de quase 30 horas de vôo saindo de São Paulo. Fomos via Santiago até Auckland (Nova Zelândia) pela LAN, e de Auckland até Melbourne pela Qantas.
Cidade moderna, multicultural, importante centro industrial e polo econômico, Melbourne é muito bonita e bem cuidada. Com diversos parques, localizada às margens do Rio Yarra, é considerada uma das cidades com melhor índice de qualidade de vida no mundo. Já sediou as Olimpíadas (1956) e atualmente é sede do GP da Austrália de Fórmula 1.
Ficamos hospedadas no Travelodge Docklands Melbourne Hotel (diária do apartamento duplo em torno de AU$ 100), próximo a uma grande variedade de restaurantes e cafés e às duas principais vias da cidade, a Collins Street e a Flinders Lane. Nesta última, o que chama atenção são os bondes. Aliás, a cidade tem a maior rede de bondes do mundo!
E falando nesse simpático meio de transporte, em Melbourne fizemos um programa bem legal: jantar em um restaurante-bonde, o Colonial Tramcar Restaurant (www.tramrestaurant.com.au), cujo vagão é decorado em estilo retrô.
Enquanto ele passeia pelos trilhos da cidade, é servido um cardápio completo acompanhado de vinhos australianos! O passeio com jantar custa cerca de AU$ 120 por pessoa e tem que reservar com bastante antecedência. Mas vale o programa diferente!
Outra atração da qual participamos foi um dos passeios sugeridos pela organização do Congresso: The Penguin Parade, na Phillip Island Nature Park, a mais ou menos 2 horas de Melbourne. Os turistas ficam aguardando em um deck à beira da praia, no finalzinho da tarde, e logo avistam os pinguinzinhos (os menores do mundo), que saíram cedo para buscar alimento no mar e vêm voltando para terra firme.
No retorno para o continente, a caminho de seus abrigos nas pedras e moitas, os pinguins desfilam por uma trilha, em fila, passando bem perto da gente. O tour de ônibus custa AU$ 109 e inclui uma refeição (http://thepenguinparadetour.com/). É interessante, mas não é imperdível para quem não é muito chegado a pingüins e afins.
Um city tour por Melbourne dá uma idéia bem abrangente da cidade. Há um ônibus grátis para turistas, o The Melbourne City Tourist Shuttle, que faz o circuito pela cidade com 13 paradas (www.thatsmelbourne.com.au/). Ou então, o City Circle Tram, bonde que circula também gratuitamente pelo centro, ambos em intervalos de meia hora.
O centro da cidade tem diversos museus, galerias de arte, galerias comerciais, lojas de departamento famosas, cafés e restaurantes. Um dos locais mais interessantes para quem curte história é o The Shrine of Remembrance, um memorial em homenagem aos que lutaram na I Guerra e que fica no meio de um parque muito bonito.
Como não podia faltar em uma cidade australiana, Melbourne tem dois arranha céus imensos. Um deles é a Eureka Tower, com quase 300 metros de altura, que proporciona uma vista maravilhosa em 360º, a partir do Eureka Skydeck localizado no 88º andar. Vale a pena visitar! Custa AU$ 17,50 a entrada.
Alguns programas que podem agradar:
Outro passeio bacana é a visita aos 12 Apóstolos (The Twelve Apostles), formações rochosas situadas perto da costa em Port Campbell National Park, acessíveis pela Great Ocean Road, estrada que leva a Adelaide. O passeio leva o dia todo.
O comércio em Melbourne é variado e de padrão internacional, só que o dólar australiano é quase tão valorizado quanto o americano. Então, talvez a dica seja comprar aquilo que é mais típico, como chapéu estilo “crocodile dundee”, feito de couro de canguru (AU$ 70), ou belas cangas com motivos aborígenes (AU$ 25).
A Austrália é um país enorme, e para visitá-lo de uma só vez é preciso estabelecer um roteiro cuidadoso, porque tudo é muito longe e certamente muita coisa vai ficar para uma futura viagem. Comparando com o Brasil, é como querer conhecer a Amazônia e o Sul do País, passando pelo Pantanal e pelo Rio de Janeiro.
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| Skyline de Melbourne Fonte: Wikipedia |
1. Conhecer a natureza, incluindo aspectos especialíssimos da fauna e flora locais: a Grande Barreira de Coral, na costa leste; o monolito Uluru, no deserto central; a Kangaroo Island, uma reserva ambiental no sul do País; e as Blue Mountains, próximas de Sidney.
2. Saborear o vinho australiano, compreendendo uma visita ao Barossa Valey, na região de Adelaide, sul da Austrália.
3. Vivenciar o dinamismo e o multiculturalismo presente nas grandes cidades tais como Melbourne e Sidney.
A cidade de Melbourne fica no estado de Victória, localizado na costa sudeste australiana. É a segunda maior região metropolitana do país, com cerca de 4 milhões de habitantes. Chegamos lá para participar de um Congresso, depois de quase 30 horas de vôo saindo de São Paulo. Fomos via Santiago até Auckland (Nova Zelândia) pela LAN, e de Auckland até Melbourne pela Qantas.
| Melbourne, sede do GP da Austgrália de F1 |
Ficamos hospedadas no Travelodge Docklands Melbourne Hotel (diária do apartamento duplo em torno de AU$ 100), próximo a uma grande variedade de restaurantes e cafés e às duas principais vias da cidade, a Collins Street e a Flinders Lane. Nesta última, o que chama atenção são os bondes. Aliás, a cidade tem a maior rede de bondes do mundo!
E falando nesse simpático meio de transporte, em Melbourne fizemos um programa bem legal: jantar em um restaurante-bonde, o Colonial Tramcar Restaurant (www.tramrestaurant.com.au), cujo vagão é decorado em estilo retrô.
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| Colonial Tramcar Restaurant |
Outra atração da qual participamos foi um dos passeios sugeridos pela organização do Congresso: The Penguin Parade, na Phillip Island Nature Park, a mais ou menos 2 horas de Melbourne. Os turistas ficam aguardando em um deck à beira da praia, no finalzinho da tarde, e logo avistam os pinguinzinhos (os menores do mundo), que saíram cedo para buscar alimento no mar e vêm voltando para terra firme.
No retorno para o continente, a caminho de seus abrigos nas pedras e moitas, os pinguins desfilam por uma trilha, em fila, passando bem perto da gente. O tour de ônibus custa AU$ 109 e inclui uma refeição (http://thepenguinparadetour.com/). É interessante, mas não é imperdível para quem não é muito chegado a pingüins e afins.
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| The Penguin Parade Fonte: Discovery News |
O centro da cidade tem diversos museus, galerias de arte, galerias comerciais, lojas de departamento famosas, cafés e restaurantes. Um dos locais mais interessantes para quem curte história é o The Shrine of Remembrance, um memorial em homenagem aos que lutaram na I Guerra e que fica no meio de um parque muito bonito.
| The Shrine of Remembrance |
| Jardins do The Shrine of Remembrance |
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| Eureka Tower Fonte: Wikipedia |
| Vista do Eureka Skydeck |
- Chinatown, com lojas e típicos restaurantes frequentados por famílias chinesas e quase nenhum turista à vista. A população de origem asiática é enorme na Austrália, e Melbourne não foge à regra.
- The Queen Victoria Market, mercado centenário que vende de tudo, de carne de crocodilo e canguru, a roupas e souvenires. Lá você encontra lembrancinhas baratinhas, mas não esqueça que o local fecha às segundas-feiras.
- A Federation Square, um espaço cultural com vários museus, cinemas, teatros e restaurantes.
- A praia de St Kilda Beach, que fica a poucos quilômetros do centro.
- O Crown Intertainment Complex, que funciona 24 horas com lojas, restaurantes, cinemas e cassino. Alias, comer em cassino é barato. Veja só o que descolamos lá, no restaurante Lucky Chan, com sistema de buffet à vontade por AU$ 19:
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| Hummm... Camarões gigantes por AU$ 19 por pessoa! |
| Os Doze Apóstolos Fonte: Wikipedia |
18/02/2012
Bicho do Paraná...
Viajando a trabalho durante seis anos pelo interior do Paraná, me deparei com muitas paisagens e lugares bacanas que podem - ainda - não ser destinos turísticos conhecidos, mas que valem à pena divulgar.
Até porque parte de nosso trabalho na área de planejamento urbano envolvia propor soluções para o desenvolvimento econômico dos municípios, incluindo estrátégias para dinamizar o turismo local e regional.
Apesar dos obstáculos à implementação dessas propostas, que dependem de recursos públicos e interesses políticos, pudemos ver ao longo de tempo alguns resultados interessantes, seja a criação de circuitos de turismo rural ou a execução de obras de infraestrutura em pontos turísticos.
Sinal que nem tudo está perdido!
Bom, de qualquer modo, resolvi acrescentar mais uma seção ao blog, dedicada a retratar um pouco mais das coisas e gentes do nosso Estado, e nada melhor do que chamá-la de "Bicho do Paraná", em homenagem à música homônima do cantor João Lopes...
Bicho do Paraná
João Lopes
Seu motorista toque o carro
Me tire desse lugar
Me leve logo motorista
Pro outro lado de lá
Não vou cortar o meu cabelo, não
Só pra dar o que falar
Eu não sou gato de Ipanema
Sou bicho do Paraná
A vida pra mim na cidade grande
Tá difícil pra danar
A gente que nasceu no mato
No mato tem que morar
No mato a gente se ajeita
Tudo o que se planta dá
Quero voltar pra minha terra
Pro norte do Paraná
Se a trilha sonora já está escolhida, a melhor imagem para ilustrar essa nova seção é dela: a Araucária angustifolia ou Pinheiro do Paraná, a árvore símbolo do nosso Estado.
Até porque parte de nosso trabalho na área de planejamento urbano envolvia propor soluções para o desenvolvimento econômico dos municípios, incluindo estrátégias para dinamizar o turismo local e regional.
Apesar dos obstáculos à implementação dessas propostas, que dependem de recursos públicos e interesses políticos, pudemos ver ao longo de tempo alguns resultados interessantes, seja a criação de circuitos de turismo rural ou a execução de obras de infraestrutura em pontos turísticos.
Sinal que nem tudo está perdido!
Bom, de qualquer modo, resolvi acrescentar mais uma seção ao blog, dedicada a retratar um pouco mais das coisas e gentes do nosso Estado, e nada melhor do que chamá-la de "Bicho do Paraná", em homenagem à música homônima do cantor João Lopes...
Bicho do Paraná
João Lopes
Seu motorista toque o carro
Me tire desse lugar
Me leve logo motorista
Pro outro lado de lá
Não vou cortar o meu cabelo, não
Só pra dar o que falar
Eu não sou gato de Ipanema
Sou bicho do Paraná
A vida pra mim na cidade grande
Tá difícil pra danar
A gente que nasceu no mato
No mato tem que morar
No mato a gente se ajeita
Tudo o que se planta dá
Quero voltar pra minha terra
Pro norte do Paraná
Se a trilha sonora já está escolhida, a melhor imagem para ilustrar essa nova seção é dela: a Araucária angustifolia ou Pinheiro do Paraná, a árvore símbolo do nosso Estado.
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| Araucaria angustifolia. Parque Barigui, Curitiba, PR |
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| As araucárias sempre se sobressaem em relação às demais árvores. Parque Barigui, Curitiba, PR |
16/02/2012
Então é Carnaval...
Se esse é um blog de viagens, era natural que eu fosse uma viajante contumaz e aproveitasse o feriado de Carnaval para conhecer novos destinos. Mas dessa, como em outras vezes, vou aproveitar para ficar por aqui mesmo, no meu lar-doce-lar, recarregando as baterias para o ano que só começa no Brasil, extra-oficialmente, depois do bendito feriado. Mas isso não quer dizer que eu seja avessa à folia, e que vá me manter reclusa em casa!
Nos últimos anos, os tradicionais bailes de salão têm desaparecido, já que muita gente prefere viajar, esvaziando a cidade. Mas alguns bailes infantis - as chamadas "matinês" - ainda acontecem:
- Santa Mônica Clube de Campo: dias 19 e 21/02, a partir das 16h00. Ingresso: R$ 18 (acima de 12 anos). Fone: (41) 3675-4202 ou 3675-4203.
- Clube Curitibano: dia 21/02, a partir das 15h00. Ingresso: R$ 60. Fone: (41) 3014-1932.
- Paraná Clube: dia 19 e 21/02, a partir das 15h00. Ingresso: R$ 10 (acima de 5 anos) e R$ 20 (mesas para quatro pessoas). Fone: (41) 3029-4747.
Obs: O Clube Curitibano e o Paraná Clube terão também bailes para adultos. O do Curitibano é no próprio dia 21/02, às 22h00, e o do Paraná acontece nos dias 18 e 20/02, às 23h00.
Apesar de não ser uma entusiasta dessa festa popular - quem me conhece sabe que em minhas veias corre o bom e velho rock'n'roll - confesso que é divertido ver a piazada brincando com a pilha formada por restos de serpentina e confete, embalados ao som daquelas marchinhas tradicionais...
Tem também gente que inscreve os filhos no concurso de fantasia, e lá se vão na passarela uns toquinhos de nada, vestidos de pirata, colombina e baiana, sob os cliques emocionados de pais corujas. Algumas crianças são bem desinibidas e fazem pose, enquanto outras, envergonhadas, obrigam a mãe a subir no palco e "desempacar a mula" hehehehe...
Outra coisa engraçada são aqueles "tios" que bebem um pouco além da conta e saem dançando pelo salão, esbarrando em todo mundo, até que sua senhora lhe puxa para sentar-se à mesa, antes que algum petiz folião seja atropelado...
Bebuns à parte, acho que os bailes infantis refletem o que há de melhor no Carnaval: o espírito inocente das crianças, que querem mesmo é uma boa guerra de bisnagas d'água!
Para quem não tem filhos ou quer algo "diferente", rola em Curitiba o "Psycho Carnival", em que o samba dá lugar ao rock e ao psychobilly. A festa ocorre em vários bares do Centro Histórico de Curitiba (veja a progamação de shows logo abaixo) e tem como destaque a Zombie Walk.
O desfile, com os participantes fantasiados a caráter, acontece no domingo, dia 19 de fevereiro, saindo da Praça Osório às 13h e chegando nas Ruínas de São Francisco, no Centro Histórico.
PROGRAMAÇÃO DO PSYCHO CARNIVAL
Quinta-feira (16)
21h - Abertura do festival com Three Bop Pills e Motorgrass
Local: Jokers (rua São Francisco, 164)
Sexta-feira (17)
21h - Esquenta Psycho Carnival com Hillbilly Rawhide, Crazy Horses, The Mullet Monster Mafia, Chernobillies, CWBillys e Feras do Caos
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Sábado (18)
20h - shows com Batmobile, Big Trep, Krappulas, Wreck Kings, Os Degolados e Os Dinamites
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Domingo (19)
13h - Zombie Walk
Local: saída da Praça Osório
15h - Mary Lee & The Sideburn Brothers e Rádio Cadaver
Local: Ruínas de São Francisco
18h - Rockabilly Motors Kustom Show com Cry Baby e Los Wolfmen
Local: Largo da Ordem
20h - Ovos Presley, Sick Sick Sinners, The Working Horse Irons, The Rocker Covers, Jinetes Fantasmas e Drunk Demons
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Segunda (20)
13h - Rockabilly Motors Kustom Show com Mistery Trio, Annie & The Malagueta Boys, Tributo Ao Gene Vincent, Lenon Z & The Sick Boy Trio e Soda Billy
Local: Largo da Ordem
20h - Coffin Nails, As Diabatz, The Brown Vampire Catz, Bad Luck Gamblers, Bad Motors e 99 Nose Again
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Terça (21)
20h - Ressaca com No Milk Today, Evil Idols, Dersertor e S.O.S Chaos
Local: Front Bar (Treze de Maio, 940, São Francisco)
21h - Ressaca 2 com Hellfishes
Local: Chinasky Bar (Inácio Lustosa, 530, São Francisco)
Mais informações: http://www.psychocarnival.com.br/site/psycho-carnival
Enfim, é isso!
Desejo a todos um bom Carnaval!
Aos que ficam, bom descanso...
Aos que partem, boa viagem...
Nos últimos anos, os tradicionais bailes de salão têm desaparecido, já que muita gente prefere viajar, esvaziando a cidade. Mas alguns bailes infantis - as chamadas "matinês" - ainda acontecem:
- Santa Mônica Clube de Campo: dias 19 e 21/02, a partir das 16h00. Ingresso: R$ 18 (acima de 12 anos). Fone: (41) 3675-4202 ou 3675-4203.
- Clube Curitibano: dia 21/02, a partir das 15h00. Ingresso: R$ 60. Fone: (41) 3014-1932.
- Paraná Clube: dia 19 e 21/02, a partir das 15h00. Ingresso: R$ 10 (acima de 5 anos) e R$ 20 (mesas para quatro pessoas). Fone: (41) 3029-4747.
Obs: O Clube Curitibano e o Paraná Clube terão também bailes para adultos. O do Curitibano é no próprio dia 21/02, às 22h00, e o do Paraná acontece nos dias 18 e 20/02, às 23h00.
Apesar de não ser uma entusiasta dessa festa popular - quem me conhece sabe que em minhas veias corre o bom e velho rock'n'roll - confesso que é divertido ver a piazada brincando com a pilha formada por restos de serpentina e confete, embalados ao som daquelas marchinhas tradicionais...
Tem também gente que inscreve os filhos no concurso de fantasia, e lá se vão na passarela uns toquinhos de nada, vestidos de pirata, colombina e baiana, sob os cliques emocionados de pais corujas. Algumas crianças são bem desinibidas e fazem pose, enquanto outras, envergonhadas, obrigam a mãe a subir no palco e "desempacar a mula" hehehehe...
Outra coisa engraçada são aqueles "tios" que bebem um pouco além da conta e saem dançando pelo salão, esbarrando em todo mundo, até que sua senhora lhe puxa para sentar-se à mesa, antes que algum petiz folião seja atropelado...
Bebuns à parte, acho que os bailes infantis refletem o que há de melhor no Carnaval: o espírito inocente das crianças, que querem mesmo é uma boa guerra de bisnagas d'água!
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| A caminho da folia, nos idos anos 80... |
Para quem não tem filhos ou quer algo "diferente", rola em Curitiba o "Psycho Carnival", em que o samba dá lugar ao rock e ao psychobilly. A festa ocorre em vários bares do Centro Histórico de Curitiba (veja a progamação de shows logo abaixo) e tem como destaque a Zombie Walk.
O desfile, com os participantes fantasiados a caráter, acontece no domingo, dia 19 de fevereiro, saindo da Praça Osório às 13h e chegando nas Ruínas de São Francisco, no Centro Histórico.
PROGRAMAÇÃO DO PSYCHO CARNIVAL
Quinta-feira (16)
21h - Abertura do festival com Three Bop Pills e Motorgrass
Local: Jokers (rua São Francisco, 164)
Sexta-feira (17)
21h - Esquenta Psycho Carnival com Hillbilly Rawhide, Crazy Horses, The Mullet Monster Mafia, Chernobillies, CWBillys e Feras do Caos
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Sábado (18)
20h - shows com Batmobile, Big Trep, Krappulas, Wreck Kings, Os Degolados e Os Dinamites
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Domingo (19)
13h - Zombie Walk
Local: saída da Praça Osório
15h - Mary Lee & The Sideburn Brothers e Rádio Cadaver
Local: Ruínas de São Francisco
18h - Rockabilly Motors Kustom Show com Cry Baby e Los Wolfmen
Local: Largo da Ordem
20h - Ovos Presley, Sick Sick Sinners, The Working Horse Irons, The Rocker Covers, Jinetes Fantasmas e Drunk Demons
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Segunda (20)
13h - Rockabilly Motors Kustom Show com Mistery Trio, Annie & The Malagueta Boys, Tributo Ao Gene Vincent, Lenon Z & The Sick Boy Trio e Soda Billy
Local: Largo da Ordem
20h - Coffin Nails, As Diabatz, The Brown Vampire Catz, Bad Luck Gamblers, Bad Motors e 99 Nose Again
Local: Espaço Cult (rua Doutor Claudino dos Santos, 72, São Francisco)
Terça (21)
20h - Ressaca com No Milk Today, Evil Idols, Dersertor e S.O.S Chaos
Local: Front Bar (Treze de Maio, 940, São Francisco)
21h - Ressaca 2 com Hellfishes
Local: Chinasky Bar (Inácio Lustosa, 530, São Francisco)
Mais informações: http://www.psychocarnival.com.br/site/psycho-carnival
Enfim, é isso!
Desejo a todos um bom Carnaval!
Aos que ficam, bom descanso...
Aos que partem, boa viagem...
14/02/2012
Guerra do Contestado...
Essa postagem traz um pouco dos lugares que foram palco da Guerra do Contestado, que nesse ano de 2012 completa seu centenário. O relato é fruto de uma viagem de estudo realizada em março de 2011 aos municípios da região, sob orientação do Prof. Nilson César Fraga, da UFPR, um estudioso desse conflito.
PRIMEIRO DIA
Partindo de Curitiba pela BR-116 sentido sul, chegamos à ponte sobre o Rio Negro, que demarca a fronteira entre Paraná e Santa Catarina. A partir desse ponto, se está no Território do Contestado, porção de terra disputada não apenas pelos governos dos dois estados, mas principalmente pelos caboclos que ali moravam desde tempos remotos.
Os conflitos tiveram início no final do século XVIII, quando o atual Estado do Paraná ainda pertencia à Província de São Paulo. Oficialmente, porém, a Guerra do Contestado começou em 1912, quando se deu o embate entre os caboclos e as tropas paranaenses nos Campos de Irani.
A luta dos caboclos, que eram em grande parte mestiços de portugueses, espanhóis e índios, teve menos relação com a divisa entre Paraná e Santa Catarina, e sim com a tomada de suas terras por estrangeiros dedicados à extração madeireira. A mata nativa da região era constituída de araucárias, imbuias, cedros, canelas e perobas, um valioso produto de exportação, que hoje, após intenso desmatamento, deu lugar ao reflorestamento com pinus e ao eucalipto.
Ao seguir em direção oeste, pela rodovia BR-280, chega-se a Canoinhas e Três Barras, esta última sede da Lumber, companhia madeireira fundada pelo empresário estadunidense Percival Farquhar. A Lumber foi a maior serraria da América Latina na época, uma verdadeira cidade que teve o terceiro cinema a entrar em operação no Brasil. A implantação desse grande complexo madeireiro foi precedida pela construção da Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, como parte da política de colonização da região sul do País. Para isso, o governo brasileiro concedeu aos construtores da ferrovia uma faixa de 30 km lindeira aos trilhos, expulsando os caboclos que ali moravam.
Coincidentemente, o mesmo Percival Farquhar adquiriu os direitos de construir a ferrovia, através de sua subsidiária Brazil Railway Company. Para fabricar os dormentes e tábuas necessários à construção da ferrovia, a companhia inaugurou uma serraria no atual município de Calmon, primeira sede da Lumber, que alguns anos depois iria instalar sua matriz em Três Barras. Foram também contratados operários de todos os cantos do País, mas com o término da ferrovia, em 1910, estima-se que dois mil deles, sem meios para retornar ao lugar de origem e sem emprego, permaneceram perambulando pela região, engrossando a fileira de revoltosos do Contestado.
No início da década de 1940, sob o governo nacionalista de Getúlio Vargas, tanto a Brazil Railway Company como a Lumber foram encampadas pelo Estado, sendo todos os seus bens incorporados ao patrimônio da União. A sede da Lumber em Três Barras hoje abriga o Campo de Instrução Marechal Hermes – CIMH, destinado ao treino de manobras militares. Apesar disso, em Três Barras a lembrança de que a madeira ainda é o ramo da economia predominante emerge no horizonte, por trás das monótonas plantações de pinus: a fumaça que sai das chaminés da fábrica de papel Rigesa, outra empresa estadunidense...
Quanto à ferrovia, restam apenas uns trilhos enferrujados em meio ao matagal que cresce teimoso, apesar dos trens de capina que percorrem a linha de vez em quando. A Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, que entre 1943 e 1954 viu correr em seus trilhos o famoso Trem Internacional São Paulo–Montevidéu, teve seu último suspiro em 1994, quando o trecho Itararé–Jaguariaíva foi erradicado.
Seguindo pela BR-280, chegamos a Porto União, em Santa Catarina, e União da Vitória, no Paraná, conhecidas como Gêmeas do Iguaçu. As duas cidades são o melhor exemplo do quão nocivo foi o acordo que delimitou a divisa entre os dois estados: ao chegar a Porto União/União da Vitória, a divisa estadual deixa de acompanhar o Rio Iguaçu e passa a seguir uma linha seca. Com isso, a maior parte da cidade de União da Vitória se situa na margem direita do rio, enquanto uma pequena parte ficou do outro lado, sendo separada de Porto União pela divisa seca, que coincide ora com a linha férrea, ora com algumas ruas.
O marco emblemático desse litígio territorial é a estação ferroviária que atende ambas as cidades e cuja fachada traz, ironicamente, a palavra União, numa alusão ao nome pelo qual a estação passou a ser chamada alguns anos após ter sido construída. A estação é dividida exatamente ao meio pelos trilhos, sendo suas duas fachadas idênticas, cada qual com o nome de uma cidade em sua entrada. Mas a população pediu e o nome da estação foi alterado para União, o qual permanece até hoje.
Apesar de perfazer a divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina, a antiga linha férrea teve a quase totalidade de seus trilhos arrancados, inclusive no trecho da ponte sobre o Rio Iguaçu, demonstrando mais uma vez o desrespeito à história e às gentes daquele lugar.
É em Porto União/União da Vitória que se tem o primeiro contato na viagem com um dos principais personagens do Contestado, o Monge, que por ali passou, deixando o que hoje é um local de peregrinação para seus devotos. No alto de um morro, em meio à mata nativa, situa-se a gruta em que o Monge se abrigava, junto à fonte onde jorrava a água que ele usava em suas benzeduras.
Deixando a Gruta do Monge para trás, a viagem continua. Acompanhando o traçado da linha férrea, chega-se à cidade de Matos Costa, outrora chamada São João dos Pobres. Seu nome atual é homenagem ao oficial paranaense João Teixeira de Matos Costa, importante personagem da Guerra do Contestado. Matos Costa compreendia a causa dos caboclos e acreditava que o diálogo poderia por fim ao conflito, ao contrário de seus superiores. Em 1914, foi morto numa emboscada, reforçando o desejo do Governo por fim ao conflito.
Atualmente a antiga estação ferroviária de Matos costa abriga o "Nosso Museu", com objetos, documentos e fotos, que juntos retratam a importância que o então vilarejo de São João dos Pobres teve para a Guerra do Contestado. Ao ver a cidade hoje, com suas casas humildes e seus trilhos abandonados, nota-se que ela ainda carrega consigo parte de seu antigo nome, da época em que era um quilombo de escravos libertos.
O museu de Matos Costa foi uma iniciativa da saudosa Josette Dambrowski, que faleceu poucos meses depois de nossa visita à cidade. Historiadora e professora, Josette deixou em verso a alegria que sentia em sua missão de preservar e divulgar as memórias do Contestado:
O VISITANTE
Josette Dambrowski
Pra aqueles que não conhecem
Uma história vou contar
Sobre as visitas do professor
A este belo lugar.
Nem um ano o museu tinha
Quando um ônibus parou
Me chamaram urgentemente
E minha pescaria terminou.
Despreparada eu tava
Pois bota de borracha calçava
Cheguei um pouco assustada
Pois uma multidão esperava.
Era o professor Nilson,
E muitos jovens que estudavam
Depois das apresentações
Passei o maior sufoco
Mandaram subir em um banco
Para ver se crescia um pouco!
E contava a história
Daquilo que eu sabia
O que não era verdade
Eu aproveitava e inventava.
Parece que eles gostaram
Pois outras vezes agendaram,
Apesar de muitas vezes
Na estrada encalharam.
(…)
Obrigado de coração
Por estas visitas renovadas
Pois garanto que é incentivo
Pra não desistir da empreitada,
E continuar contando história
Mesmo que seja inventada.
Dambrowski, Josette. Versos que contam histórias. Matos Costa, SC, 2006.
PRIMEIRO DIA
Partindo de Curitiba pela BR-116 sentido sul, chegamos à ponte sobre o Rio Negro, que demarca a fronteira entre Paraná e Santa Catarina. A partir desse ponto, se está no Território do Contestado, porção de terra disputada não apenas pelos governos dos dois estados, mas principalmente pelos caboclos que ali moravam desde tempos remotos.
Os conflitos tiveram início no final do século XVIII, quando o atual Estado do Paraná ainda pertencia à Província de São Paulo. Oficialmente, porém, a Guerra do Contestado começou em 1912, quando se deu o embate entre os caboclos e as tropas paranaenses nos Campos de Irani.
A luta dos caboclos, que eram em grande parte mestiços de portugueses, espanhóis e índios, teve menos relação com a divisa entre Paraná e Santa Catarina, e sim com a tomada de suas terras por estrangeiros dedicados à extração madeireira. A mata nativa da região era constituída de araucárias, imbuias, cedros, canelas e perobas, um valioso produto de exportação, que hoje, após intenso desmatamento, deu lugar ao reflorestamento com pinus e ao eucalipto.
Ao seguir em direção oeste, pela rodovia BR-280, chega-se a Canoinhas e Três Barras, esta última sede da Lumber, companhia madeireira fundada pelo empresário estadunidense Percival Farquhar. A Lumber foi a maior serraria da América Latina na época, uma verdadeira cidade que teve o terceiro cinema a entrar em operação no Brasil. A implantação desse grande complexo madeireiro foi precedida pela construção da Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, como parte da política de colonização da região sul do País. Para isso, o governo brasileiro concedeu aos construtores da ferrovia uma faixa de 30 km lindeira aos trilhos, expulsando os caboclos que ali moravam.
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Estação ferroviária em Três Barras, SC
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Coincidentemente, o mesmo Percival Farquhar adquiriu os direitos de construir a ferrovia, através de sua subsidiária Brazil Railway Company. Para fabricar os dormentes e tábuas necessários à construção da ferrovia, a companhia inaugurou uma serraria no atual município de Calmon, primeira sede da Lumber, que alguns anos depois iria instalar sua matriz em Três Barras. Foram também contratados operários de todos os cantos do País, mas com o término da ferrovia, em 1910, estima-se que dois mil deles, sem meios para retornar ao lugar de origem e sem emprego, permaneceram perambulando pela região, engrossando a fileira de revoltosos do Contestado.
No início da década de 1940, sob o governo nacionalista de Getúlio Vargas, tanto a Brazil Railway Company como a Lumber foram encampadas pelo Estado, sendo todos os seus bens incorporados ao patrimônio da União. A sede da Lumber em Três Barras hoje abriga o Campo de Instrução Marechal Hermes – CIMH, destinado ao treino de manobras militares. Apesar disso, em Três Barras a lembrança de que a madeira ainda é o ramo da economia predominante emerge no horizonte, por trás das monótonas plantações de pinus: a fumaça que sai das chaminés da fábrica de papel Rigesa, outra empresa estadunidense...
Quanto à ferrovia, restam apenas uns trilhos enferrujados em meio ao matagal que cresce teimoso, apesar dos trens de capina que percorrem a linha de vez em quando. A Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, que entre 1943 e 1954 viu correr em seus trilhos o famoso Trem Internacional São Paulo–Montevidéu, teve seu último suspiro em 1994, quando o trecho Itararé–Jaguariaíva foi erradicado.
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O mato toma conta de boa parte dos trilhos da antiga Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande
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O marco emblemático desse litígio territorial é a estação ferroviária que atende ambas as cidades e cuja fachada traz, ironicamente, a palavra União, numa alusão ao nome pelo qual a estação passou a ser chamada alguns anos após ter sido construída. A estação é dividida exatamente ao meio pelos trilhos, sendo suas duas fachadas idênticas, cada qual com o nome de uma cidade em sua entrada. Mas a população pediu e o nome da estação foi alterado para União, o qual permanece até hoje.
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Estação ferroviária em “Porto União da Vitória”
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É em Porto União/União da Vitória que se tem o primeiro contato na viagem com um dos principais personagens do Contestado, o Monge, que por ali passou, deixando o que hoje é um local de peregrinação para seus devotos. No alto de um morro, em meio à mata nativa, situa-se a gruta em que o Monge se abrigava, junto à fonte onde jorrava a água que ele usava em suas benzeduras.
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As oferendas na Gruta do Monge sinalizam a fé que persiste até hoje
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Deixando a Gruta do Monge para trás, a viagem continua. Acompanhando o traçado da linha férrea, chega-se à cidade de Matos Costa, outrora chamada São João dos Pobres. Seu nome atual é homenagem ao oficial paranaense João Teixeira de Matos Costa, importante personagem da Guerra do Contestado. Matos Costa compreendia a causa dos caboclos e acreditava que o diálogo poderia por fim ao conflito, ao contrário de seus superiores. Em 1914, foi morto numa emboscada, reforçando o desejo do Governo por fim ao conflito.
Atualmente a antiga estação ferroviária de Matos costa abriga o "Nosso Museu", com objetos, documentos e fotos, que juntos retratam a importância que o então vilarejo de São João dos Pobres teve para a Guerra do Contestado. Ao ver a cidade hoje, com suas casas humildes e seus trilhos abandonados, nota-se que ela ainda carrega consigo parte de seu antigo nome, da época em que era um quilombo de escravos libertos.
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| Em Matos Costa também o abandono toma conta de tudo... |
O VISITANTE
Josette Dambrowski
Pra aqueles que não conhecem
Uma história vou contar
Sobre as visitas do professor
A este belo lugar.
Nem um ano o museu tinha
Quando um ônibus parou
Me chamaram urgentemente
E minha pescaria terminou.
Despreparada eu tava
Pois bota de borracha calçava
Cheguei um pouco assustada
Pois uma multidão esperava.
Era o professor Nilson,
E muitos jovens que estudavam
Depois das apresentações
Passei o maior sufoco
Mandaram subir em um banco
Para ver se crescia um pouco!
E contava a história
Daquilo que eu sabia
O que não era verdade
Eu aproveitava e inventava.
Parece que eles gostaram
Pois outras vezes agendaram,
Apesar de muitas vezes
Na estrada encalharam.
(…)
Obrigado de coração
Por estas visitas renovadas
Pois garanto que é incentivo
Pra não desistir da empreitada,
E continuar contando história
Mesmo que seja inventada.
Dambrowski, Josette. Versos que contam histórias. Matos Costa, SC, 2006.
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Josette, eu e o Prof. Nilson no Nosso Museu, em Matos Costa
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A próxima parada foi a cidade de Calmon, que abrigou a primeira sede da Lumber. Em 1914, a serraria foi destruída por um incêndio causado pelos caboclos revoltosos, num período em que esses promoveram vários ataques aos vilarejos situados ao longo da ferrovia e à própria linha férrea. No ataque à serraria, os caboclos deixaram o seguinte bilhete:
Nós tratava de nossas devoções e nem matava e nem roubava, mas veio o governo da República e tocou os filhos brasileiros dos terrenos que pertenciam a nação e vendeu tudo para os estrangeiros. Mas agora estamos dispostos a fazer prevalecer nossos direitos.
A serraria não chegou a ser reconstruída, levando o povoado ao declínio, e hoje Calmon se encontra em situação precária, assim como a vizinha Matos Costa. À semelhança de Matos Costa, a antiga estação de Calmon igualmente se transformou em um espaço cultural, e também nessa cidade há um notável remanescente caboclo que zela pela memória local: João Batista Ferreira dos Santos, o popular JB.
Não por acaso, os dois municípios, estão dentre os poucos do Território do Contestado em que a presença do caboclo não foi ofuscada por outras culturas, como é o caso daquelas cidades colonizadas por imigrantes europeus após o conflito. O esvaziamento da presença cabocla foi fruto da política de ocupação do Território do Contestado por parte do Governo após a guerra, que para isso incentivou a vinda de imigrantes europeus a partir de 1918.
O primeiro dia de viagem chega ao fim em Caçador, a Capital Brasileira da Madeira, que ainda tem nesse ramo sua principal atividade econômica. Localizada às margens do Rio do Peixe, a cidade tinha o nome de Rio do Caçador, o qual, a partir de 1934, foi abreviado apenas para Caçador. A antiga estação de madeira da cidade, inaugurada junto com a ferrovia em 1910, foi totalmente destruída por um incêndio em 1941. No entanto, uma reconstituição da gare em madeira foi erguida próxima ao pátio de manobras, abrigando atualmente o Museu Histórico e Antropológico do Contestado.
Em seu segundo dia, a viagem deixa de acompanhar a ferrovia e segue em direção a Fraiburgo. No caminho, passa-se por Lebon Régis, localidade outrora chamada de Butiá Verde, por ali haver grande dessa palmeira típica da região. O local é conhecido por abrigar os fornos crematórios que foram utilizados para queimar os corpos fuzilados ao final da Guerra do Contestado, em função do grande número de mortos em combate.
Chegamos depois em Videira, onde o Museu do Vinho foi nosso ponto de parada. Naquela cidade, pouco se vê do caboclo, uma omissão cuidadosamente articulada pelo Governo quando da chegada dos imigrantes italianos e alemães na década de 1920. Estes eram alertados para que não mantivessem contato com o povo nativo, fazendo sumir a presença cabocla na região, a qual se resume talvez apenas ao chimarrão, que os alemães apreciam adoçado, enquanto os italianos preferem-no sem açúcar.
A viagem seguiu por outras cidades de colonização italiana, como Iomerê e Salto Veloso. Nesta última cidade, pudemos assistir ao espetáculo “O Exército Encantado de São Sebastião”, encenado no âmbito do projeto “O Contestado em Canto e Dança”. A montagem ilustra a Guerra do Contestado de forma lúdica, e tem seu nome em alusão a uma visão do Monge José Maria de Santo Agostinho, que previu sua própria morte, mas garantiu que ressuscitaria trazendo consigo todos os companheiros mortos em batalha formando um poderoso exército, protegido por São Sebastião.
Em Salto Veloso, fizemos degustação de vinhos, salames e outros quitutes na vinícola local, além de conhecer a cachoeira que dá nome à cidade, localizada no centro da cidade.
A próxima parada foi em Treze Tílias, cidade de colonização austríaca conhecida como “O Tirol Brasileiro”, cenário da novela Ana Raio e Zé Trovão, produzida pela extinta Rede Manchete em 1991.
TERCEIRO DIA
A última parada foi Irani, onde há o Museu, o Cemitério e o Monumento do Contestado, formando um complexo que pretende preservar a memória do conflito. Foi nos Campos do Irani que a Guerra começou, quando o Monge José Maria de Santo Agostinho, perseguido pelo Governo por defender o retorno à monarquia, ali se instalou com seus devotos.
A região dos Campos do Irani fazia parte do território disputado por Santa Catarina e Paraná, e no entender dos paranaenses, a chegada de José Maria fazia parte de uma estratégia dos catarinenses para garantir a posse da área. Diante disso, o Governo do Paraná enviou ao local uma tropa, sob o comando de João Gualberto, que chegou ao local em 22 de outubro de 1912, causando a morte de muitos homens, incluindo José Maria e João Gualberto.
Após o combate em Irani, surgiram as “irmandades místicas”, redutos que reuniam os remanescentes devotos do Monge, levando a guerra adiante. Passados 100 anos, a crença no Monge persiste, e seus devotos até hoje se batizam e bebem das águas das grutas por onde ele passou.
E como a Guerra do Contestado acabou?
Após o incêndio em Calmon e o assassinato do Capitão Matos Costa, ocorridos em meio aos ataques praticados pelos revoltosos, o Governo mobilizou uma ofensiva liderada pelo General Setembrino de Carvalho, pretendendo dar fim ao conflito. As forças de Setembrino se dividiram em quatro colunas, baseadas ao norte em Canoinhas, a leste em Rio Negro, a oeste em Porto União da Vitória e Caçador e ao sul em Curitibanos, com o objetivo de cercar e dizimar os caboclos.
Desprovidas de alimento, centenas de famílias iam se rendendo à medida que as tropas avançavam, enquanto alguns remanescentes resistiam, liderados por Deodato Manuel Ramos. Mas no dia 5 abril de 1915, um Domingo de Páscoa, os revoltosos estavam reunidos no Vale de Santa Maria, em Timbó Grande, quando foram surpreendidos pelas forças do Capitão Tertuliano Potyguara, sem chance de defesa.
Deodato, que conseguiu fugir, foi preso em 1916, mesmo ano em que Paraná e Santa Catarina chegaram a um acordo sobre seus limites. A Guerra acabou, mas não os motivos que engendraram seu início: a exclusão social, a marginalização cultural e a opressão econômica que afligem milhares de brasileiros, com a conivência de um governo que ainda age a serviço do capital...
Se quiser saber mais sobre o Contestado, o Estadão publicou uma série de reportagens sobre o assunto:
http://topicos.estadao.com.br/contestado
Nós tratava de nossas devoções e nem matava e nem roubava, mas veio o governo da República e tocou os filhos brasileiros dos terrenos que pertenciam a nação e vendeu tudo para os estrangeiros. Mas agora estamos dispostos a fazer prevalecer nossos direitos.
A serraria não chegou a ser reconstruída, levando o povoado ao declínio, e hoje Calmon se encontra em situação precária, assim como a vizinha Matos Costa. À semelhança de Matos Costa, a antiga estação de Calmon igualmente se transformou em um espaço cultural, e também nessa cidade há um notável remanescente caboclo que zela pela memória local: João Batista Ferreira dos Santos, o popular JB.
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| Estação ferroviária de Calmon, SC |
O primeiro dia de viagem chega ao fim em Caçador, a Capital Brasileira da Madeira, que ainda tem nesse ramo sua principal atividade econômica. Localizada às margens do Rio do Peixe, a cidade tinha o nome de Rio do Caçador, o qual, a partir de 1934, foi abreviado apenas para Caçador. A antiga estação de madeira da cidade, inaugurada junto com a ferrovia em 1910, foi totalmente destruída por um incêndio em 1941. No entanto, uma reconstituição da gare em madeira foi erguida próxima ao pátio de manobras, abrigando atualmente o Museu Histórico e Antropológico do Contestado.
SEGUNDO DIA![]() |
Locomotiva no Museu Histórico e Antropológico de Caçador: a “vilã” da história, personificando o avanço do capital estrangeiro sobre a terra dos caboclos
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Em seu segundo dia, a viagem deixa de acompanhar a ferrovia e segue em direção a Fraiburgo. No caminho, passa-se por Lebon Régis, localidade outrora chamada de Butiá Verde, por ali haver grande dessa palmeira típica da região. O local é conhecido por abrigar os fornos crematórios que foram utilizados para queimar os corpos fuzilados ao final da Guerra do Contestado, em função do grande número de mortos em combate.
Chegamos depois em Videira, onde o Museu do Vinho foi nosso ponto de parada. Naquela cidade, pouco se vê do caboclo, uma omissão cuidadosamente articulada pelo Governo quando da chegada dos imigrantes italianos e alemães na década de 1920. Estes eram alertados para que não mantivessem contato com o povo nativo, fazendo sumir a presença cabocla na região, a qual se resume talvez apenas ao chimarrão, que os alemães apreciam adoçado, enquanto os italianos preferem-no sem açúcar.
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Museu do Vinho em Videira
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O Exército Encantado de São Sebastião, na montagem teatral encenada em Salto Veloso
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Em Salto Veloso, fizemos degustação de vinhos, salames e outros quitutes na vinícola local, além de conhecer a cachoeira que dá nome à cidade, localizada no centro da cidade.
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A cachoeira que dá nome a Salto Veloso
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Paço Municipal de Treze Tílias
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Em Treze Tílias, o destaque fica por conta das construções em estilo tirolês
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TERCEIRO DIA
A última parada foi Irani, onde há o Museu, o Cemitério e o Monumento do Contestado, formando um complexo que pretende preservar a memória do conflito. Foi nos Campos do Irani que a Guerra começou, quando o Monge José Maria de Santo Agostinho, perseguido pelo Governo por defender o retorno à monarquia, ali se instalou com seus devotos.
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Monumento em Irani, local que foi palco do início dos conflitos
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A região dos Campos do Irani fazia parte do território disputado por Santa Catarina e Paraná, e no entender dos paranaenses, a chegada de José Maria fazia parte de uma estratégia dos catarinenses para garantir a posse da área. Diante disso, o Governo do Paraná enviou ao local uma tropa, sob o comando de João Gualberto, que chegou ao local em 22 de outubro de 1912, causando a morte de muitos homens, incluindo José Maria e João Gualberto.
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Local onde estaria enterrado o Monge José Maria de Santo Agostinho
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Após o combate em Irani, surgiram as “irmandades místicas”, redutos que reuniam os remanescentes devotos do Monge, levando a guerra adiante. Passados 100 anos, a crença no Monge persiste, e seus devotos até hoje se batizam e bebem das águas das grutas por onde ele passou.
E como a Guerra do Contestado acabou?
Após o incêndio em Calmon e o assassinato do Capitão Matos Costa, ocorridos em meio aos ataques praticados pelos revoltosos, o Governo mobilizou uma ofensiva liderada pelo General Setembrino de Carvalho, pretendendo dar fim ao conflito. As forças de Setembrino se dividiram em quatro colunas, baseadas ao norte em Canoinhas, a leste em Rio Negro, a oeste em Porto União da Vitória e Caçador e ao sul em Curitibanos, com o objetivo de cercar e dizimar os caboclos.
Desprovidas de alimento, centenas de famílias iam se rendendo à medida que as tropas avançavam, enquanto alguns remanescentes resistiam, liderados por Deodato Manuel Ramos. Mas no dia 5 abril de 1915, um Domingo de Páscoa, os revoltosos estavam reunidos no Vale de Santa Maria, em Timbó Grande, quando foram surpreendidos pelas forças do Capitão Tertuliano Potyguara, sem chance de defesa.
Deodato, que conseguiu fugir, foi preso em 1916, mesmo ano em que Paraná e Santa Catarina chegaram a um acordo sobre seus limites. A Guerra acabou, mas não os motivos que engendraram seu início: a exclusão social, a marginalização cultural e a opressão econômica que afligem milhares de brasileiros, com a conivência de um governo que ainda age a serviço do capital...
Se quiser saber mais sobre o Contestado, o Estadão publicou uma série de reportagens sobre o assunto:
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Postado por
Beatriz Accioly
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09/02/2012
Comer, comprar e dançar em Curitiba...
Como curitibana da gema, não posso deixar de falar um pouco mais sobre minha cidade natal. Obviamente que sendo uma cidadã comum de classe média, minhas dicas são de quem vive na cidade e sai de vez em quando para comer alguma coisa diferente, de preferência num lugar que caiba no bolso... O mesmo com relação a compras e baladas... Dito isso, vamos lá!
Para quem adora umas comprinhas, Curitiba tem várias opções de lojas, para todos os bolsos e gostos. Quanto aos shopping centers, o Mueller é o mais tradicional, localizado próximo ao Passeio Público. O Shopping Curitiba fica no Centro e o Park Shopping Barigui se localiza em frente ao Parque Barigui, junto à rodovia que leva ao interior do Estado. Este último tem duas praças de alimentação, sendo uma delas com restaurantes diferenciados e mais sofisticados. Outro que vale à pena visitar é o Shopping Estação, localizado na antiga estação ferroviária da cidade, cuja memória está preservada em um museu anexo ao centro comercial.
No bairro Portão há mais dois shoppings, Palladium e Total, um em frente ao outro, e próximo ao Jardim Botânico, junto à rodovia que leva às praias do Paraná, há o Shopping Jardim das Américas. Todos eles com cinema e praça de alimentação...
O comércio de rua também é bacana em Curitiba, com destaque para as lojas descoladas do chamado "Batel Soho", com suas boutiques e bistrôs. Nessa porção do bairro Batel, que alguns resolveram chamar de "Soho" numa alusão ao bairro novaiorquino, há uma feira de antiguidades todos os sábados, na Praça Espanha. Nessa mesma praça, aproveite para conhecer a Confeitaria Marcolini, tomar um café na Fran's Café ou um sorvete na Gelateria Freddo...
Quer um sorvete bom e mais barato? Experimente a tradicional sorveteria do Gaúcho, localizada numa pracinha ao lado do Cemitério Municipal São Francisco, e aproveite para curtir as manobras radicais da galera do skate. Se preferir algo menos gélido, a Confeitaria Familiar, localizada na R. Rocha Pombo, 377, no Juvevê, é uma boa pedida, com destaque para os folhados e as bombas.
Chocolates? A tradicional Icab (http://www.chocolatesicab.com.br/) e as inusitadas Cuore di Cacao (http://www.cuoredicacaochocolateria.com.br/) e a Rose Petenucci (http://www.rosepetenuci.com.br/site/) oferecem opções deliciosas para quem adora essa iguaria!
Fonte: http://www.cuoredicacaochocolateria.com.br/
Quem quiser comprar sapatos, bolsas e acessórios deve conhecer a Rua Teffé, no Bairro Bom Retiro, que tem várias lojas do gênero, incluindo "pontas de estoque" com preços bem convidativos. E quem procura artesanato não pode deixar de visitar a Feirinha do Largo da Ordem, que acontece todos os domingos de manhã no Centro Histórico de Curitiba, ou as lojas do Bairro Santa Felicidade, reduto da colônia italiana onde se comercializam objetos em vime, palha e madeira.
Em Santa Felicidade também recomendo conhecer restaurantes tradicionais como Madalosso (Av. Manoel Ribas, 5.875) e Veneza (Av. Manoel Ribas, 6.860), ambos especializados em comida italiana, tais como "frango a passarinho", polenta, nhoque, lasanha e outras delícias que podem ser acompanhadas do "vinho do padre", chamado assim por ser mais docinho, mas não necessariamente mais "fraquinho"... Ambos funcionam no sistema de rodízio por pessoa, no almoço e no jantar.
Outro restaurante que eu gosto muito em Santa Felicidade é o Piemonte (Av. Manoel Ribas, 6.376), que abre no almoço e funciona no sistema por quilo. Além da comida italiana, a casa tem bufê com saladas e outros pratos, mas o destaque fica por conta do preço acessível e do grill. Não deixe de experimentar o cupim ou o alcatra grelhado!

Fonte: www.piemontegrill.com.br
À noite, a pedida é experimentar a carne de onça da Mercearia Fantinato, acompanhada de uma cervejinha gelada. Mas os ambientalistas não precisam gritar: carne de onça é como se chama o tradicional prato à base de carne crua bem temperada, acompanhada de broa e mostarda escura. O simpático boteco, decorado com objetos antigos, fica na Rua Mateus Leme, 2.553, Bairro Bom Retiro, e abre de 2ª a 6ª feira das 17h00 à uma da manhã. Aos sábados a casa abre ao meio-dia.
Na mesma rua existe outro boteco bacana para não apenas para os amantes das loiras, mas também das ruivas e morenas geladas: a Cervejaria da Vila, eleito pela Revista Veja Curitiba como detentor da melhor carta de cervejas da cidade. Fica na Rua Mateus Leme, 2.631, Bairro Bom Retiro, e abre de 2ª a 6ª feira das 18h00 à uma da manhã. Aos sábados a casa abre ao meio-dia. Para quem gosta da marca Devassa, a cervejaria tem uma filial em Curitiba, na Praça Espanha, onde você pode provar o escondidinho de carne seca que é uma delícia!
Se a noite estiver quente, vale à pena conhecer o Menina Zen, na R. Itupava, 1.353. Tomar uma cervejinha com amigos nas mesinhas de madeira ao ar livre, dispostas num jardim amplo e arborizado, é tudo de bom... Nas proximidades há outras opções legais: Cana Benta (R. Itupava, 1.431), Jacobina (R. Conselheiro Carrão, 348), Beto Batata (R. Prof. Brandão, 678)...

Fonte: http://www.meninazen.com.br/
O clima frio de Curitiba permite uma comida mais “calórica”, e nesse quesito nada melhor do que uma pizza... Mais cara e sofisticada, a Mercearia Bresser tem uma das melhores pizzas da cidade, com sabores diferenciados, em dois endereços. A filial que eu conheço é a do Bairro Batel, na Av. Sete de Setembro, 5.831, cuja decoração lembra os botecos paulistas de antigamente.
Há ainda outras ótimas opções de pizzarias, que também atendem pelo sistema delivery, para aqueles que têm preguiça de sair de casa:
Abaré (http://www.abarepizzaria.com.br/)
Armazém Dom Carmino (http://www.domcarmino.com.br/)
Baggio (http://www.pizzariabaggio.com.br/)
Carolla (Al. Dom Pedro II, 24, Batel)
Di Piu (Al. Princesa Izabel, 1338, Bigorrilho)
Potenzza (R Rocha Pombo, 940, Juvevê)

Fonte: http://www.domcarmino.com.br/
Se o interesse é por algo mais “light”, tipo comida japonesa, recomendo a rede de restaurantes Taisho. Conheço a filial Express, no centro da cidade, que funciona no sistema por quilo(http://www.taisho.com.br/). Para eu que como pouco, vale bem mais à pena do que pagar uma pequena fortuna por pessoa no sistema de rodízio... Outro bom restaurante japonês que atende no sistema por quilo na hora do almoço é o Sushi Yama da Av. Iguaçu, 2.407, Bairro Água Verde. À noite a casa funciona nos sistemas à la carte ou rodízio, por pessoa.
E tem também o chinês Hwa Kuo, que funciona no mesmo endereço desde 1978, na Al. Princesa Isabel, 1.600, no Bigorrilho (outro bairro que alguns insistem em chamar por outro nome, no caso "Champagnat", vai entender...). O preço não é tão acessível, mas vale à pena experimentar camarão empanado e, de sobremesa, banana caramelada!
Para quem gosta de churrasco, recomendo a Churrascaria Per Tutti da Av. Comendador Franco, 2.958 (vulgarmente conhecida como “Avenida das Torres”). Na mesma avenida, outra boa pedida é o Recanto Gaúcho (Av. Comendador Franco, 4.680). Há vários outros estabelecimentos mais baratos na mesma avenida, mas recomendo cuidado com os "muito" baratos...
A Devon’s é outra churrascaria famosa da cidade, assim como a Jardins Grill e a Batel Grill, mas confesso que não costumo ir com muita frequência nessas churrascarias porque os preços são um pouco acima do que meu bolso permite gastar... Quem tiver interesse pode conferir preços e mais informações nos sites:
http://www.devons.com.br/
http://www.jardinsgrill.com.br/index.php
http://www.batelgrill.com.br/inicio/batel-grill
Frutos do mar têm lugar certo em Curitiba: Albatroz, Bar do Victor e Petiscaria do Victor. O primeiro funciona no sistema de rodízio, por pessoa (http://www.restaurantealbatroz.com.br/). Já os dois últimos pertencem à mesma família, com a diferença que o Bar do Victor funciona desde 1967 e tem o perfil mais de restaurante, enquanto a Petiscaria é mais recente, com um ambiente mais descolado instalado em um antigo galpão(http://www.pierdovictor.com.br/).
Uma opção boa e barata para quem gosta de peixe é o Restaurante Peixinho, na R. Chile esquina com a R. Brigadeiro Franco, no Bairro Água Verde. A tilápia, que vem em filezinhos fritos sem nenhum espinho, é uma delícia, ainda mais acompanhada de polenta, arroz e uma saladinha básica http://www.restaurantepeixinho.com.br/.
Para quem curte sanduíche mas quer fugir do fast-food, recomendo dois lugares: a rede local Madero, que serve um hambúrguer maravilhoso e está presente em vários bairros da cidade (http://restaurantemadero.com.br/maderoburger/)
e o Mustang Sally, com a sua atmosfera dos anos 50, um lugar perfeito para ir à noite com os amigos. Além do hambúrguer, a casa tem outros pratos da culinária mexicana e texana (http://www.mustangsally.com.br/).
No mesmo bairro, o Batel, uma outra opção inspirada nas lanchonetes norteamericanas de antigamente é o Peggy Sue (http://www.peggysue.com.br/). Aliás, esse é o bairro mais indicado para quem quer conhecer a noite curitibana, com vários bares e restaurantes concentrados na R. Bispo Dom José, que é continuação da famosa Av. do Batel.

Fonte: www.restaurantemadero.com.br
Quem curte dançar ou assistir a shows pode experimentar o Vox, onde tocam músicas que foram sucesso nas pistas nos anos 80 (R. Barão do Rio Branco, 418, Centro) ou o Layout 80 (R. Engenheiros Rebouças, 2.271, Rebouças). Outras pedidas são o Jokers (R. São Francisco, 164, Centro), o Crossroads (Av. Iguaçu, 2.310, Água Verde) e o John Bull Music Hall (R. Engenheiros Rebouças, 1.645, Rebouças). Para quem tem um estilo musical mais conservador e romântico, a opção é o Restaurante e Casa de Shows Toscana (Av. Manoel Ribas, 5.761).
E se você sair pra balada e ficar com fome às... 5 da manhã?
Dê um pulo no Babilônia, o primeiro restaurante de Curitiba aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com um cardápio super variado, a casa fica na Al. Dom Pedro II, 541, Batel. Quer algo mais... simples? Duas opções: cachorro quente de esquina ou pastel de feira. Se optar pelo cachorro quente, não esqueça que em Curitiba salsicha é "vina"!
Bom apetite e divirta-se!
Para quem adora umas comprinhas, Curitiba tem várias opções de lojas, para todos os bolsos e gostos. Quanto aos shopping centers, o Mueller é o mais tradicional, localizado próximo ao Passeio Público. O Shopping Curitiba fica no Centro e o Park Shopping Barigui se localiza em frente ao Parque Barigui, junto à rodovia que leva ao interior do Estado. Este último tem duas praças de alimentação, sendo uma delas com restaurantes diferenciados e mais sofisticados. Outro que vale à pena visitar é o Shopping Estação, localizado na antiga estação ferroviária da cidade, cuja memória está preservada em um museu anexo ao centro comercial.
No bairro Portão há mais dois shoppings, Palladium e Total, um em frente ao outro, e próximo ao Jardim Botânico, junto à rodovia que leva às praias do Paraná, há o Shopping Jardim das Américas. Todos eles com cinema e praça de alimentação...
O comércio de rua também é bacana em Curitiba, com destaque para as lojas descoladas do chamado "Batel Soho", com suas boutiques e bistrôs. Nessa porção do bairro Batel, que alguns resolveram chamar de "Soho" numa alusão ao bairro novaiorquino, há uma feira de antiguidades todos os sábados, na Praça Espanha. Nessa mesma praça, aproveite para conhecer a Confeitaria Marcolini, tomar um café na Fran's Café ou um sorvete na Gelateria Freddo...
Quer um sorvete bom e mais barato? Experimente a tradicional sorveteria do Gaúcho, localizada numa pracinha ao lado do Cemitério Municipal São Francisco, e aproveite para curtir as manobras radicais da galera do skate. Se preferir algo menos gélido, a Confeitaria Familiar, localizada na R. Rocha Pombo, 377, no Juvevê, é uma boa pedida, com destaque para os folhados e as bombas.
Chocolates? A tradicional Icab (http://www.chocolatesicab.com.br/) e as inusitadas Cuore di Cacao (http://www.cuoredicacaochocolateria.com.br/) e a Rose Petenucci (http://www.rosepetenuci.com.br/site/) oferecem opções deliciosas para quem adora essa iguaria!
Fonte: http://www.cuoredicacaochocolateria.com.br/
Quem quiser comprar sapatos, bolsas e acessórios deve conhecer a Rua Teffé, no Bairro Bom Retiro, que tem várias lojas do gênero, incluindo "pontas de estoque" com preços bem convidativos. E quem procura artesanato não pode deixar de visitar a Feirinha do Largo da Ordem, que acontece todos os domingos de manhã no Centro Histórico de Curitiba, ou as lojas do Bairro Santa Felicidade, reduto da colônia italiana onde se comercializam objetos em vime, palha e madeira.
Em Santa Felicidade também recomendo conhecer restaurantes tradicionais como Madalosso (Av. Manoel Ribas, 5.875) e Veneza (Av. Manoel Ribas, 6.860), ambos especializados em comida italiana, tais como "frango a passarinho", polenta, nhoque, lasanha e outras delícias que podem ser acompanhadas do "vinho do padre", chamado assim por ser mais docinho, mas não necessariamente mais "fraquinho"... Ambos funcionam no sistema de rodízio por pessoa, no almoço e no jantar.
Outro restaurante que eu gosto muito em Santa Felicidade é o Piemonte (Av. Manoel Ribas, 6.376), que abre no almoço e funciona no sistema por quilo. Além da comida italiana, a casa tem bufê com saladas e outros pratos, mas o destaque fica por conta do preço acessível e do grill. Não deixe de experimentar o cupim ou o alcatra grelhado!

Fonte: www.piemontegrill.com.br
À noite, a pedida é experimentar a carne de onça da Mercearia Fantinato, acompanhada de uma cervejinha gelada. Mas os ambientalistas não precisam gritar: carne de onça é como se chama o tradicional prato à base de carne crua bem temperada, acompanhada de broa e mostarda escura. O simpático boteco, decorado com objetos antigos, fica na Rua Mateus Leme, 2.553, Bairro Bom Retiro, e abre de 2ª a 6ª feira das 17h00 à uma da manhã. Aos sábados a casa abre ao meio-dia.
Na mesma rua existe outro boteco bacana para não apenas para os amantes das loiras, mas também das ruivas e morenas geladas: a Cervejaria da Vila, eleito pela Revista Veja Curitiba como detentor da melhor carta de cervejas da cidade. Fica na Rua Mateus Leme, 2.631, Bairro Bom Retiro, e abre de 2ª a 6ª feira das 18h00 à uma da manhã. Aos sábados a casa abre ao meio-dia. Para quem gosta da marca Devassa, a cervejaria tem uma filial em Curitiba, na Praça Espanha, onde você pode provar o escondidinho de carne seca que é uma delícia!
Se a noite estiver quente, vale à pena conhecer o Menina Zen, na R. Itupava, 1.353. Tomar uma cervejinha com amigos nas mesinhas de madeira ao ar livre, dispostas num jardim amplo e arborizado, é tudo de bom... Nas proximidades há outras opções legais: Cana Benta (R. Itupava, 1.431), Jacobina (R. Conselheiro Carrão, 348), Beto Batata (R. Prof. Brandão, 678)...

Fonte: http://www.meninazen.com.br/
O clima frio de Curitiba permite uma comida mais “calórica”, e nesse quesito nada melhor do que uma pizza... Mais cara e sofisticada, a Mercearia Bresser tem uma das melhores pizzas da cidade, com sabores diferenciados, em dois endereços. A filial que eu conheço é a do Bairro Batel, na Av. Sete de Setembro, 5.831, cuja decoração lembra os botecos paulistas de antigamente.
Há ainda outras ótimas opções de pizzarias, que também atendem pelo sistema delivery, para aqueles que têm preguiça de sair de casa:
Abaré (http://www.abarepizzaria.com.br/)
Armazém Dom Carmino (http://www.domcarmino.com.br/)
Baggio (http://www.pizzariabaggio.com.br/)
Carolla (Al. Dom Pedro II, 24, Batel)
Di Piu (Al. Princesa Izabel, 1338, Bigorrilho)
Potenzza (R Rocha Pombo, 940, Juvevê)

Fonte: http://www.domcarmino.com.br/
Se o interesse é por algo mais “light”, tipo comida japonesa, recomendo a rede de restaurantes Taisho. Conheço a filial Express, no centro da cidade, que funciona no sistema por quilo(http://www.taisho.com.br/). Para eu que como pouco, vale bem mais à pena do que pagar uma pequena fortuna por pessoa no sistema de rodízio... Outro bom restaurante japonês que atende no sistema por quilo na hora do almoço é o Sushi Yama da Av. Iguaçu, 2.407, Bairro Água Verde. À noite a casa funciona nos sistemas à la carte ou rodízio, por pessoa.
E tem também o chinês Hwa Kuo, que funciona no mesmo endereço desde 1978, na Al. Princesa Isabel, 1.600, no Bigorrilho (outro bairro que alguns insistem em chamar por outro nome, no caso "Champagnat", vai entender...). O preço não é tão acessível, mas vale à pena experimentar camarão empanado e, de sobremesa, banana caramelada!
Para quem gosta de churrasco, recomendo a Churrascaria Per Tutti da Av. Comendador Franco, 2.958 (vulgarmente conhecida como “Avenida das Torres”). Na mesma avenida, outra boa pedida é o Recanto Gaúcho (Av. Comendador Franco, 4.680). Há vários outros estabelecimentos mais baratos na mesma avenida, mas recomendo cuidado com os "muito" baratos...
A Devon’s é outra churrascaria famosa da cidade, assim como a Jardins Grill e a Batel Grill, mas confesso que não costumo ir com muita frequência nessas churrascarias porque os preços são um pouco acima do que meu bolso permite gastar... Quem tiver interesse pode conferir preços e mais informações nos sites:
http://www.devons.com.br/
http://www.jardinsgrill.com.br/index.php
http://www.batelgrill.com.br/inicio/batel-grill
Frutos do mar têm lugar certo em Curitiba: Albatroz, Bar do Victor e Petiscaria do Victor. O primeiro funciona no sistema de rodízio, por pessoa (http://www.restaurantealbatroz.com.br/). Já os dois últimos pertencem à mesma família, com a diferença que o Bar do Victor funciona desde 1967 e tem o perfil mais de restaurante, enquanto a Petiscaria é mais recente, com um ambiente mais descolado instalado em um antigo galpão(http://www.pierdovictor.com.br/).
Uma opção boa e barata para quem gosta de peixe é o Restaurante Peixinho, na R. Chile esquina com a R. Brigadeiro Franco, no Bairro Água Verde. A tilápia, que vem em filezinhos fritos sem nenhum espinho, é uma delícia, ainda mais acompanhada de polenta, arroz e uma saladinha básica http://www.restaurantepeixinho.com.br/.
Para quem curte sanduíche mas quer fugir do fast-food, recomendo dois lugares: a rede local Madero, que serve um hambúrguer maravilhoso e está presente em vários bairros da cidade (http://restaurantemadero.com.br/maderoburger/)
e o Mustang Sally, com a sua atmosfera dos anos 50, um lugar perfeito para ir à noite com os amigos. Além do hambúrguer, a casa tem outros pratos da culinária mexicana e texana (http://www.mustangsally.com.br/).
No mesmo bairro, o Batel, uma outra opção inspirada nas lanchonetes norteamericanas de antigamente é o Peggy Sue (http://www.peggysue.com.br/). Aliás, esse é o bairro mais indicado para quem quer conhecer a noite curitibana, com vários bares e restaurantes concentrados na R. Bispo Dom José, que é continuação da famosa Av. do Batel.

Fonte: www.restaurantemadero.com.br
Quem curte dançar ou assistir a shows pode experimentar o Vox, onde tocam músicas que foram sucesso nas pistas nos anos 80 (R. Barão do Rio Branco, 418, Centro) ou o Layout 80 (R. Engenheiros Rebouças, 2.271, Rebouças). Outras pedidas são o Jokers (R. São Francisco, 164, Centro), o Crossroads (Av. Iguaçu, 2.310, Água Verde) e o John Bull Music Hall (R. Engenheiros Rebouças, 1.645, Rebouças). Para quem tem um estilo musical mais conservador e romântico, a opção é o Restaurante e Casa de Shows Toscana (Av. Manoel Ribas, 5.761).
E se você sair pra balada e ficar com fome às... 5 da manhã?
Dê um pulo no Babilônia, o primeiro restaurante de Curitiba aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com um cardápio super variado, a casa fica na Al. Dom Pedro II, 541, Batel. Quer algo mais... simples? Duas opções: cachorro quente de esquina ou pastel de feira. Se optar pelo cachorro quente, não esqueça que em Curitiba salsicha é "vina"!
Bom apetite e divirta-se!
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